ÁREAS DE INTERVENÇÃO

| Cuidados Continuados

A evolução do padrão epidemiológico, a par das alterações sociais e demográficas verificadas ao longo das últimas décadas nas sociedades ditas desenvolvidas, fez surgir novas necessidades de saúde e de apoio social que reclamam respostas adequadas e específicas. Ao envelhecimento generalizado da população, associam-se a crescente importância das doenças crónicas de evolução prolongada e a emergência de novas e complexas patologias, nomeadamente as de cariz crónico degenerativo e as de foro infeccioso que, na sua generalidade, conduzem a situações de grande fragilidade e perda de autonomia. Com o aumento da esperança média de vida, fruto do desenvolvimento científico e tecnológico, há idosos cada vez mais idosos e com necessidades cada vez maiores de cuidados de saúde e de apoio social.

Os sistemas de saúde e de protecção social confrontam-se, assim, com novos desafios que passam, inevitavelmente, pela criação de condições que permitam obter ganhos em saúde e evitar situações de isolamento e exclusão social. A prevenção de situações que geram dependência e perda de autonomia, a promoção de um envelhecimento activo, a manutenção da qualidade de vida e a recuperação global das pessoas, preferencialmente no domicílio e ambiente quotidiano, são objectivos prioritários das actuais políticas de saúde e de protecção social.

Ciente desta realidade, o Governo Português lançou o Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas que, sendo parte integrante do Plano Nacional de Saúde 2004–2010, prevê uma abordagem multidisciplinar dos Serviços de Saúde. Em 2006, foi publicado o Decreto-Lei nº 101/2006, de 6 de Junho, que cria a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), no âmbito dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade Social. A corresponsabilização destes dois sectores é entendida como fundamental para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade da Rede, sendo este princípio expresso no financiamento partilhado, nas tipologias de serviço com atendimento misto, no acompanhamento e avaliação conjuntos da actividade da Rede e dos resultados obtidos.

As diferentes respostas contempladas neste modelo de intervenção têm finalidades e objectivos diferenciados mas complementares e articulados entre si, visando, na sua globalidade, a garantia da continuidade de cuidados à luz dos paradigmas actuais, ou seja, numa perspectiva global, integrada e adequada a cada situação.

No sentido de incluir e diversificar parceiros para assegurar a capilaridade da Rede, aproveitar e optimizar os recursos existentes e potenciar a intersectorialidade, a RNCCI conta com a participação dos sectores público, privado e social para a concretização de respostas a nível local e regional. A implementação da Rede, que teve o seu início em Outubro de 2006, será progressiva e desenvolver-se-á em três fases, tendo o Governo definido, para 2016, as seguintes metas:

Metas definidas pelo Governo para 2016

Participação das Misericórdias nos Cuidados Continuados

(Deslizando com o rato sobre o mapa e clicando na zona de interesse, poderá aceder às Unidades de Cuidados Continuados das Misericórdias por região. )

Programa Modelar

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